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segunda-feira, 18 de abril de 2011

‘Conseguir entrar é o primeiro passo’, diz mãe de aluna de Realengo



Mãe e filha em Realengo (Foto:  Carolina Lauriano)

Mãe e filha voltaram à escola nesta
segunda-feira (18) (Foto: Carolina Lauriano
“Acho que conseguir entrar já é o primeiro passo”. Esta foi a frase da dona de casa Janaína Rose Gonçalves Ribeiro, ao lado da filha Mírian, de 15 anos, ao chegar na porta da Escola Municipal Tasso da Silveira, nesta segunda-feira (18). Mais de 10 dias após o ataque do dia 7 de abril, que matou 12 crianças, os estudantes do 9º ano retornaram ao colégio, pela primeira vez.
O movimento de alunos começou por volta das 12h45. Janaína disse que não compareceu à reunião de pais e professores na semana passada porque ainda não estava preparada para entrar no local. A filha perdeu duas amigas no massacre: Géssica Guedes e Karina Lorraine.
Segundo pais e alunos que chegavam ao local, a orientação foi que os estudantes não levassem mochilas neste primeiro dia. Para Taynara Faria, de 14 anos, os alunos devem se unir e comparecer à escola neste momento. “É melhor vir do que recuar. (...) Estou feliz em rever os amigos, acho que vamos nos unir mais”, disse ela.
Já Danilo Hotz, também de 14 anos, não estava tão confiante do novo momento da escola. “Estou inseguro ainda porque tudo o que aconteceu foi muito triste”, contou ele. O estudante também conhecia Géssica Guedes, que morreu no ataque.
Postos médico e psicológico
A secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin, vai criar uma sala de pronto atendimento médico - com enfermeiro e serviços de primeiros socorros - e outra de atendimento psicológico permanentes. A secretária se reuniu na manhã desta segunda-feira com os professores para ouvir e atender a reivindicação dos pais dos alunos.

Além disso, a secretária se comprometeu a pedir para que dois inspetores da Guarda Municipal auxiliem na segurança da escola. Ela enfatizou ainda que vai incluir a unidade no programa Saúde nas Escolas, que oferece serviços de atendimento dentário e oftalmológico para os alunos. Também serão incrementados programas que garantam mais atividades de artes, esportes e de reforço escolar.
Pedido de transferência
Cláudia Costin disse ainda que do universo de mil alunos, 17 pediram transferência para outra escola. Ela disse ainda que recebeu informações de que dois professores que estavam fora da unidade desde antes da tragédia pediram para retornar à escola. A grade de horários de aulas regulares só deverá voltar ao normal dentro de três semanas.

"Hoje estamos abrindo a escola para permitir certa catarse, para permitir que os jovens contem suas histórias e tenham percepção de toda essa história num ambiente protegido", disse a secretária, lembrando que retornam à escola nesta segunda-feira cerca de 400 alunos do 9º ano, que não tiveram contato direto com o atirador.
Os alunos são recepcionados por psicólogos e alunos da Escola Nicarágua, que fica perto,  para atividades culturais e de atendimento psicoterápico.
Quatro alunos ainda estão internados
Quatro alunos da Tasso da Silveira, feridos durante o ataque do ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, permanecem internados. De acordo com informações da Secretaria estadual de Saúde, dois alunos ainda estão no CTI pediátrico dos hospitais.

Uma das vítimas, de 14 anos, vem se recuperando bem na enfermaria do Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. Outro aluno, de 13 anos, está estável, em observação permanente no pós-operatório da neurocirurgia do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Já a estudante de 13 anos, que também está no Hospital Adão Pereira Nunes, permanece no CTI, sob observação rigorosa, com quadro estável, mas que ainda inspira cuidados. O estudante que segue no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, também está estável, mas no CTI. Não há previsão de alta para nenhum dos alunos.
Escola pintada
Na manhã do último sábado (16), cerca de 50 ex-alunos e voluntários se reuniram para pintar de branco o muro da escola. A iniciativa partiu do projeto “Mãos que Ajudam”, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que conseguiu recursos junto à prefeitura para comprar a tinta, pincel e lanche para os voluntários. A parte interna da escola também será pintada, com cores vivas, por profissionais voluntários do projeto.

Fonte : G1

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