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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MARÉ HUMANA INVADE O CAIRO NA CHAMADA MARCHA DO MILHÃO

Manifestantes querem a saída do presidente Hosni Mubarak do poder
A Marcha do Milhão, que reúne uma maré humana no centro do Cairo, ocorre nesta terça-feira (1º), uma semana após o início dos protestos que abalam o regime do presidente do Egito, Hosni Mubarak, em meio a sinais de rejeição a Israel. Um testemunho da agência France Presse diz que na praça que concentra os manifestantes, a Tahrir, podem ser vistos dois bonecos enforcados, um deles com uma estrela de Davi pintada na gravata.

Desde 1981 no poder, Mubarak sempre teve nos militares um grande ponto de apoio. Ex-oficial da Aeronáutica, no auge da crise ele se apressou em nomear o comandante das Forças Armadas, Omar Suleiman, como vice-presidente do país. No entanto, nesta segunda-feira (31), os militares avisaram que não iriam reprimir os manifestantes.
Há diversas cenas de protestos próximos aos tanques, crianças entregando flores a militares, sinais que apontam para uma fragilidade do regime de Mubarak.
Ahmed En Nahas, um diretor de cinema de 60 anos, gesticulava para mostra as milhares de pessoas agrupadas na praça Tahrir ("Libertação", em árabe), reduto dos manifestantes há semanas.
- Este vai ser um grande dia, o dia da liberdade. Até há pouco tempo estas pessoas não teriam saído de maneira tão maciça por medo que a polícia disparasse contra ela.
Ele falava mostrando a pequena filmadora com que pretende registrar as manifestações do dia. Os protestos começaram após o movimento que conseguiu acabar com os 23 anos de governo de Zine el Abidine ben Ali na Tunísia.
Famílias se aglomeram em ambiente tenso
Perto da ponte sobre o Nilo, Qasr An Nil, uma maré humana aflui sem parar desde as primeiras horas do dia, respondendo ao chamado dos opositores para que 1 milhão de pessoas se reúnam em Tahrir e apliquem um golpe decisivo ao poder de Mubarak.
O ambiente é mais tenso do que nos dias anteriores, apesar da presença de várias famílias.

Uma menina de cinco anos se diverte enquanto seu pai dança com ela nos ombros, ao ritmo do slogan entoado pela multidão.
- O povo quer que Mubarak saia.
Apesar de o acesso à internet estar proibido desde a última sexta-feira (28), as novas tecnologias estão muito presentes em Tahrir, onde inúmeros manifestantes enviam mensagens, tiram fotos e filmam a movimentação.
Um jovem abaixa as calças diante da imprensa ocidental para mostrar as marcas do impacto da bala de borracha que recebeu em um dos protestos.
- Vejam o que fizeram comigo.
Perto, um grupo de homens barbudos exibe um cartaz onde afirmam estar "dispostos a morrer pelo Egito".

Omar, um jovem que exibe um cartaz dirigido ao presidente Barack Obama e à chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, e que afirma: "Não queremos diálogo, e sim que Mubarak saia".
- Mubarak demonstra que está desconectado da realidade.
Protestos reúnem todas as classes
Na praça, todos os egípcios parecem reunidos, sejam laicos, muçulmanos ou cristãos. O cartaz de Nader e Ihab, dois jovens da minoria copta, é um exemplo disto.
- Jesus nos dará uma vida melhor. Vai embora, Hosni, para que nos desfrutemos dela.
Eles explicam os dizeres.
- Há dez anos existe uma perseguição contra os cristãos, e a única coisa que Mubarak fez foi tentar escondê-la.
Antes de entrar na praça, os manifestantes tiveram de se submeter a controles de identidade por parte dos militares que vigiam os acessos a Tahrir.
As Forças Armadas continuam com uma boa imagem entre os manifestantes.
Quando um ônibus cheio de soldados tenta abrir passagem a buzinadas, a multidão, ao invés de reclamar, grita e aplaude.
- O povo e o Exército são o mesmo braço.



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