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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

JN NO AR MOSTRA CIDADES DO NORDESTE ONDE LADRÕES USAM EXPLOSIVOS

O estado com maior número de ocorrências é a Paraíba, com 13 assaltos a banco. No total, já são 27 em toda a região.

O repórter André Luiz Azevedo esteve com equipe do JN no Ar no Nordeste para mostrar a situação de pequenas cidades que estão sofrendo com a ação de ladrões de banco que usam explosivos. A reportagem teve apoio das afiliadas TV Cabo Branco e TV Paraíba.

A população das cidades, antes consideradas pacatas, está assustada. Já são 27 assaltos deste tipo na região: 13 ataques do tipo somente na Paraíba.

Em apenas três cidades, foram cinco assaltos. Em duas delas, os caixas eletrônicos já foram assaltados duas vezes cada um, e a cidade está sem bancos.

A Secretaria de Segurança da Paraíba disse que já apreendeu 25 suspeitos e apreendeu grande quantidade de explosivos.

A Secretaria de Segurança de Pernambuco diz que está fazendo um trabalho conjunto com a Polícia Federal, mas que os ataques continuam.

Depois de percorrer 1,9 mil quilômetros em duas horas e meia, o JN no Ar pousou em Campina Grande no fim da noite de segunda-feira e logo ao amanhecer já partimos para o interior do estado.

Pegamos estradas secundárias, que nos levaram às pequenas cidades, principais alvos dos bandidos.

Já houve 27 roubos a bancos com explosivos em quase todos os estados nordestinos este ano. A maioria, 13, na Paraíba. O último caixa eletrônico explodido pelos bandidos no estado da Paraíba, há cerca de uma semana, deixou muitos estragos no local onde ficava.

O caixa não estava nem funcionando: ele seria reinaugurado depois de uma reforma feita após um outro assalto. A ação foi acompanha por quase toda a cidade da rua principal.

A aposentada Isabel Ferreira de Melo é vizinha de parede do caixa e estava em casa na hora dos dois assaltos. No último, a explosão arrebentou até a parede do quarto.

“Ai minha nossa Senhora, já estão roubando o banco de novo”, conta a aposentada.

Perto dali, o comerciante Rosil Almeida correu prá varanda com a família depois da explosão.

“Em dez minutos, mais ou menos, eles saíram pra rua dando tiro, com as bolsas de dinheiro, duas motos e um carro”

Na cidade vizinha de Barra de Santa Rosa, o aviso na porta diz que o caixa eletrônico não funciona e a explicação está no fundo da agência: os equipamentos destruídos pelas dinamites.

O funcionário diz que a agência vai abrir só para alguns serviços, sem pagar nem receber nada, para não ter dinheiro.

“Eu só não estou mais tenso aqui porque a gente não está mexendo com dinheiro, nem abrindo ao público”, conta o funcionário.

Esta terça-feira é o primeiro dia de pagamento de aposentados e pensionistas da previdência, antecipado por causa do Carnaval. Por isso, o movimento na cidade aumenta e a preocupação com os assaltos também.


Na cidade de Massaranduba, no interior da Paraíba, os comerciantes adotaram uma precaução: fecharam à cadeado a rua principal da cidade.

O chefe do posto dos correios que funciona como banco foi quem teve a idéia de passar o cadeado na rua.


“Eu tenho certeza que eles pensam duas vezes antes de tomar uma iniciativa. A segurança está funcionando”, conta João Alfredo Cavalcanti.

Agora, para entrar ou sair da rua, só, com autorização do Dudinha, que é uma espécie de porteiro da rua: ele tem a chave do cadeado que controla a rua.


“Se chega um estranho e pede pra eu abrir, eu reconheço que é estranho, eu peço pra esperar um momento, digo que vou pegar a chave e não abro”, conta.

Moradores pedem mais policiamento, mas flagramos delegacias fechadas e com policiais escondidos lá dentro. A principal linha de investigação da polícia é para descobrir a origem dos explosivos.


“A gente não pode divulgar certas coisas, como de onde está sendo desviada a dinamite, por conta da investigação, que pode acabar prejudicando. Já foram apreendidas dinamites, já foram presas pessoas. Então a investigação está em um caminho certo”, diz o delegado Norival Gomes Portela.

Em Pernambuco, a polícia tem pistas de onde está vindo o material usado pelas quadrilhas.

"A gente tem no ano passado roubo de explosivos em São Paulo, Rio Grande do Sul, Maranhão, Alagoas, só pra citar alguns estados. Então esse material explosivo vem sendo, boa parte dele, aplicado nesse tipo de ação criminosa", explica o delegado Antônio Barros.

A última ação dos bandidos no estado foi na quinta-feira passada, em Vicência, na zona da mata. O único banco da cidade só reabriu hoje para pagar os aposentados.

"Eu estou com medo porque, do jeito que ele chegou aqui no banco, eles podem até vir outra vez e fazer coisa pior. A gente não sabe nem quem foi", diz a aposentada Maria Eunice de Mello.

A esperança da população é mesmo que a investigação caminhe rápido e interrompa a onda de explosões porque os moradores destas pequenas cidades nordestinas estão sofrendo duas vezes: sem banco e com medo.

“Todo mundo é assombrado. Um lugarzinho pequeno desses, eu mesmo, quando der 18h, preciso estar de porta fechada”, diz um senhor.



2ª Companhia do 6º Batalhão de polícia Militar

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