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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ALÉM DE BEIRA-MAR, MAIS 10 TRAFICANTES LIGADOS AO COMANDO VERMELHO CHEGAM AO RN


O traficante Luís Fernando da Costa, o "Fernandinho Beira-Mar", não é o único integrante do Comando Vermelho (CV), facção criminosa do Rio de Janeiro, que está detido na penitenciária federal de Mossoró. Outros dez líderes do tráfico estão presos na unidade desde abril do ano passado. A chegada de Beira-Mar marca um "reencontro" entre ele e companheiros da facção criminosa. O diretor do presídio, o delegado federal Kércio Pinto, garante que ele ficará completamente isolado dos demais detentos por um período de inclusão de 20 dias. Além disso, há uma política dentro da unidade que evita ao máximo o contato de membros de uma mesma facção. A permanência de Beira-Mar em Mossoró pode ser definida hoje pelo juiz corregedor da penitenciária, Mario Jambo.
Kércio Pinto informa que há, ao todo, 40 detentos no presídio federal de Mossoró. A unidade abriga ainda integrantes da facção carioca Amigos dos Amigos (ADA) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo. "Os que são do Comando e estão aqui são todos líderes do tráfico no Rio de Janeiro. Aliás, nesta penitenciária só estão aqueles realmente considerados um risco para a sociedade. Foi uma exigência do juiz corregedor de que só fossem trazidos para cá os presos que atendessem ao perfil de periculosidade para um presídio federal". Entre os presos está Juliano Gonçalves de Oliveira, o "Juca Bomba", apontado pela polícia carioca como braço direito de Beira-Mar.

O diretor da unidade tranquiliza, porém, alegando que o esquema de segurança do presídio é feito de forma a evitar o convívio e a comunicação de membros de uma mesma facção. Segundo ele, a penitenciária possui quatro vivências (unidades separadas), cada uma com quatro alas isoladas um das outras. Em cada uma dessas alas, são abrigados, no máximo, 13 presos, todos em celas individuais. "E nós selecionamos para estar nessas alas pessoas de facções diferentes. Cada ala tem o seu banho de sol próprio, separada das demais. Osdetentos de uma ala jamais veem ou ouvem qualquer um de outra". Ainda de acordo com o diretor, há alas que contam, por enquanto, somente com um preso.

O delegado explica ainda que, desde a sua tranferência para Mossoró, ocorrida no último sábado, Fernandinho Beira-Mar está detido na unidade de inclusão. Todos os presos que chegam ao presídio passam pelo mesmo processo. Permanecem nela por 20 dias, em uma cela isolada, e passam por avaliações de saúde e psicológicas. "Somente depois disso tudo é que levamos os presos para as alas". Segundo ele, também será analisado para qual das vivências será levado Beira-Mar. "Vamos fazer o máximo para ele não ter contato com os outros do Comando Vermelho". O juiz federal Mario Jambo voltará das férias hoje e deverá decidir se Beira-Mar continuará em Mossoró. Isso porque a vinda do traficante carioca foi aceita em caratér provisório pelo juiz substituto, Vinícius Vidor. Mario Jambo tinha decidido por não receber detentos na unidade desde setembro, por problemas estruturais.

Quem são eles

Comando Vermelho

l Luis Carlos Gomes Jardim (Luís Queimado)


Faz parte da liderança do Comando Vermelho, junto com o irmão "Paulinho Madureira", e controlava parte do tráfico de drogas em São Gonçalo e Niterói há pelo menos 30 anos. Sobre ele pesam acusações de assassinatos de policiais, inclusive de dois encontrado carbonizados no Morro Menino Deus. A mãe de "Luís Queimado", Maria de Lourdes Gomes Jardim, conhecida como "Vovó do Pó" já foi condenada por tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

l Luís Paulo Gomes Jardim (Paulinho Madureira)

Irmão de Luís Queimado, faz parte da liderança do Comando Vermelho e junto com o irmão é acusado de comandar várias invasões de morros cariocas comandados por facções rivais. Em uma das incursões, 11 criminosos foram mortos e moradores ficaram feridos.

l Antônio Ilário Ferreira (Rabicó)


Foi preso em 2008, em Mamanguape, na Paraíba, onde havia comprado uma empresa de lanternagem e outra de reciclagem, em João Pessoa. No Rio de Janeiro, comandava uma quadrilha de pelo menos 400 homens e chefiava o tráfico de drogas no Morro do Salgueiro, em São Gonçalo, há mais de 20 anos. É acusado de um homicídio e suspeito em mais quatro crimes deste tipo. Ele é suspeito de chefiar ataques a ônibus.

l Márcio Gomes de Medeiros Roque (Marcinho do Turano)

Chefiava parte do tráfico no Morro do Turano.

l Patrick Salgado Souza Martins (Patrick do Vidigal)

Condenado por homicídio e tráfico de drogas, é acusado de ter coordenado várias invasões ao Morro do Vidigal para ganhar espaço no tráfico e tomar áreas de traficantes rivais. Patrick é apontado como o principal articulador de guerras sangrentas ocorridas no morro, em São Conrado.

l Ederson José Gonçalves Leite (Sam)

Comandava o tráfico de drogas na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. O filho dele, de 26 anos, teria assumido o lugar do pai no tráfico e foi preso pela polícia carioca.

l Juliano Gonçalves de Oliveira (Juca Bomba)

Apontado pela polícia como chefe do tráfico de drogas na Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, e braço direito do traficante Fernandinho Beira-Mar. É acusado de participação no ataque a uma patrulha da PM, em fevereiro de 2006, episódio em que um policial e um feirante morreram. De acordo com a polícia, ele e uma mulher teriam saído de um carro e disparado várias vezes contra o posto.

l José Benemário de Araújo (Mandela)

É suspeito de ter ordenado uma invasão ao Morro dos Macacos, que resultou na queda de um helicóptero da Polícia Militar do Rio de Janeiro, onde dois policiais morreram carbonizados. É apontado como chefe do Comando Vermelho na região de Manguinhos.

l Thiago Rangel da Fonseca (TH)

Acusado de tráfico de drogas.

l Bruno Coutinho (Brunaldo)

Acusado de tráfico de drogas

Amigo dos Amigos (ADA)

l Edmilson Ferreira dos Santos (Sassá)

Ligado à facção Amigo dos Amigos (ADA) - rival do Comando Vermelho -, foi preso em um cômodo subterrâneo atrás de um mercado, na Favela Salsa e Merengue, no complexo da Maré. Contra ele havia 11 mandados de prisão por tráfico de drogas. Na época da prisão, Sassá foi acusado de tentar subornar os policiais pagando R$ 1 milhão por sua liberdade.
De Paulo de Sousa e Esdras Marchezan para o Diário de Natal

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