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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

TELEGRAMA COMENTA POLÍTICA EXTERNA NO 2º MANDATO DE LULA; LEIA ÍNTEGRA EM PORTUGUÊS

1.(C) Introdução. O telegrama de referência discutiu a visão da Missão de que, a despeito de relatos interessantes na mídia de que a política externa do presidente Lula da Silva em seu segundo mandato pode mudar para um estreitamento dos laços com os EUA, ainda não pudemos constatar evidências concretas de tal tendência. Permanecemos circunspectos nesta questão. Ao mesmo tempo, conversas francas e encorajadoras com funcionários de primeiro escalão do GOB (governo brasileiro) no dia após a forte vitória de Lula nas eleições deixaram o embaixador e funcionários da embaixada atentos para a possibilidade de que alguma mudança possa estar no ar. Relatamos abaixo o que ouvimos, fazendo a ressalva de que, por enquanto, permanecemos em cauteloso "modo aguardar para ver". Fim da introdução.
2.(C) O embaixador e o conselheiro político visitaram o Palácio do Planalto em 30 de outubro e encontraram uma Presidência em clima aberto de comemoração jubilosa. Um fluxo constante de VIPs passava pelo palácio para ter audiências com o reeleito presidente Lula. Aliviado e animado, Gilberto Carvalho, chefe do gabinete pessoal de Lula, recebeu o embaixador e o adido político para uma visita de cortesia que converteu-se em uma conversa muito interessante sobre a direção da política no segundo mandato de Lula. Carvalho, que talvez seja o assessor mais próximo e de mais longa data de Lula, fez os seguintes comentários:Sobre a política externa, Carvalho disse que o primeiro mandato de Lula foi marcado por uma ampla abertura do Brasil a novas alianças e acordos diplomáticos em todo o mundo. Agora, com esta base estabelecida, o segundo governo Lula vai voltar a priorizar "relacionamentos de qualidade com parceiros tradicionais". Especificamente, para o Brasil crescer com novos investimentos, o GOB precisará engajar-se mais intensivamente com os Estados Unidos, destacou Carvalho. O embaixador saudou essa observação, mas disse que continuava preocupado quando ouvia certas autoridades brasileiras falarem na necessidade de "contrabalançar" contra os EUA e opinou que duas democracias deveriam ser capazes de debater e trabalhar juntas diretamente, sem tais artifícios. Carvalho concordou enfaticamente, disse que não haverá mais discussões sobre contrabalançar e pediu a compreensão do embaixador se o discurso durante a campanha eleitoral ocasionalmente pareceu ser crítico em relação aos EUA. Ele voltou a assegurar ao embaixador que o segundo governo Lula quer investimento e crescimento e vê as relações com os EUA como fundamentais para isso. Na conclusão do encontro, Carvalho deu seus números de telefone particulares ao embaixador e ao conselheiro político e os encorajou a contatá-lo diretamente em qualquer momento se houver algum fato problemático nas relações entre os dois governos ou se eles quiserem apresentar uma questão diretamente ao presidente Lula. Carvalho disse que saudaria esse canal direto com o embaixador.
3.(S/NF) Em reunião separada no Planalto com o general Jorge Armando Felix, o ministro de Segurança Institucional de Lula, o embaixador, o conselheiro político e o chefe de Assuntos Regionais levantaram a questão dos intercâmbios e cooperação intensificados EUA-Brasil sobre inteligência e segurança. O embaixador observou que o presidente Lula, em um aparte breve na UNGA em Nova York, recomendou o engajamento contínuo com o general Felix, presume-se que sobre tais questões. O general Felix então anunciou que, subsequentemente a uma reunião anterior com o embaixador, encomendou um documento formal delineando áreas específicas de consulta e colaboração com o USG (governo dos EUA), em nível de políticas, no campo da inteligência. O embaixador e Felix concordaram que o GOB também pode especificar no documento os equipamentos ou treinamentos específicos de que o Brasil pode precisar; eles decidiram planejar juntos uma reunião bilateral de alto nível sobre inteligência para o início de 2007 em Brasília.
4.(C) Em uma conversa anterior no mesmo dia, o ministro do Desenvolvimento e da Indústria Luiz Furlan disse ao embaixador que Lula o estava pressionando para continuar no segundo governo, e Furlan parecia estar estudando essa opção. Furlan, um moderado com passado empresarial e que há muito tempo vem pressionando no interior do gabinete de Lula por cooperação mais estreita com os Estados Unidos, pareceu ter a opinião de que as prioridades do segundo mandato de Lula estariam se deslocando no sentido de um engajamento mais estreito com os EUA e outros países desenvolvidos.
5.(C) Comentário. Nossos interlocutores seniores estavam animados ontem, dispostos a dizer palavras amigas ao mundo, incluindo os EUA. Mas, sem mudanças importantes no pessoal sênior e na orientação do Ministério das Relações Exteriores, questionamos a viabilidade de um desvio em direção aos EUA e ao mundo e de um afastamento das prioridades Sul-Sul do primeiro mandato de Lula. Não obstante, é intrigante termos recebido um fluxo tão constante de sinais fortes de assessores seniores de Lula no dia após sua vitória. Fiquem de olho neste espaço. Sobel

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