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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

JORNALISTA CAICOENSE AILTON MEDEIROS DEDICA PRÊMIO DE DIREITOS HUMANOS A CARLOS SANTOS E F. GOMES

O jornalista Ailton Medeiros (foto) recebeu o XIV Prêmio Jornalístico de Direitos Humanos 2010 em solenidade realizada nesta quinta-feira (2) na Assembléia Legislativa.
Prêmio é entregue anualmente ao jornalista que se destaca pelo trabalho em defesa dos direitos humanos.
Na mesma solenidade a professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Maria Nazaré Tavares Zenaide, recebeu o XVII Prêmio Estadual de Direitos Humanos.
Estiveram presentes representantes de várias entidades ligadas aos direitos humanos no RN.
O padre Fábio Dantas esteve presente representando a Secretaria Nacional de Direitos Humanos.
Ailton escolheu o jornalista Aluizio Lacerda(esquerda) para lhe entregar o Prêmio. Foi Aluizio quem levou Ailton para trabalhar na Rádio Rural de Caicó.
Discurso de Ailton
Em seu discurso, Ailton Medeiros dedicou o Prêmio aos jornalistas Carlos Santos e F. Gomes, que foi assassinado brutalmente em Caicó.
Carlos Santos, jornalista mossoroense, vem enfrentando uma série de processos por criticar políticos de Mossoró.
Confira a íntegra do discurso de Ailton Medeiros:
Senhoras e senhores, meus amigos e meus leitores aqui presentes:
Dedico o prêmio aos jornalistas Carlos Santos e F. Gomes, assassinado brutalmente recentemente.
O que eu sinto agora talvez não sirva para se dizer. Mas não quero perder a oportunidade e serei breve, tão breve que na verdade já terminei, como gostava de dizer Salvador Dali.
Há um verso do “Soneto da Mudança”, de Vicente de Carvalho, que gosto muito. Diz assim: “Que eu sou quem sou por serdes vós quem sois”.
Jamais deixaria de escrever o que penso sobre isso ou aquilo na suposição de que meus leitores não concordariam comigo.
Nunca! No dia em que me sentir compelido a fazê-lo, fecho o blog e mudo de atividade.
Sempre acreditei que é melhor dizer a verdade do que a mentira, que é melhor ser livre do que ser escravo e que é melhor saber do que ser ignorante.
Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultos. Critico-as. É tão incomum isso na nossa mídia que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica, às vezes é estúpida. O leitor que julgue.
Acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. Meu tom às vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito.
Primo pela liberdade, a liberdade é minha crença. Acredito que os males da liberdade de imprensa se combatem com mais liberdade de imprensa. Na minha imaginação, os meus adversários estão sempre de pé, lutando — ainda que alguns gostassem de silenciar-me.
Um brinde à liberdade e às idéias que nos fazem melhores e mais donos do nosso destino!
A minha ética é a do guerreiro; quem elimina ou constrange o outro na porrada é o terror.
A escolha de Aluizio Lacerda para entregar o prêmio tem grande significado: foi dele a iniciativa de me levar para a Rádio Rural de Caicó quando este escriba ainda era um garoto que mal começara a amar os Beatles e os Rolling Stones. Acreditem, eu ainda não tinha sequer 12 anos.
Mas valeu a pena.
Gay Talese, o decano jornalista americano, durante sua passagem pelo Brasil, em 2009, disse que de todas as profissões, se um jovem estiver interessado em honestidade e não em ganhar muito dinheiro, o jornalismo é a melhor escolha.
Há mentirosos em todas as profissões, inclusive no jornalismo, contou Talese, mas nós não os protegemos. Os militares acobertam mentirosos. Os políticos, os partidos, o governo, todos fazem isso.
Os jornalistas não agem assim, não toleram o mentiroso entre eles. Acho uma profissão honrosa, honesta. Tenho orgulho de ser jornalista.
Do blog de Oliveira Wanderley
O blog comenta: Ailton é caicoense. Já trabalhamos juntos em Caicó fazendo jornal: A Folha do Seridó. Bons tempos aqueles, lembra Ailton?  Parabéns!

Fonte: Robson Pires

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